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Atitude Mental - Parte 1


Vimos anteriormente como a medicina ayurvédica enfatiza a importância de observarmos os aspectos de nosso cotidiano, tudo o que é captado pelos nossos sentidos, bem como nossa experiência de vida, para a compreensão de nosso estado de saúde. Chopra chamou isso de “carga normal de vida”.

Na verdade estamos sempre influenciados pelo mundo exterior, que é captado através de nossos sentidos. Esta influência ocorre desde o início de nossas vidas. Portanto, nossa capacidade de pensar, analisar e formar nossa consciência sofre influência direta da percepção dessa relação entre nós e o ambiente ao qual vivemos.

Podemos observar aqui que nossa “carga normal de vida” é muito mais complexa do que podemos imaginar. E quando paramos para pensar no que somos hoje estamos diante do resultado de toda essa “carga” que nos ajudou a formar nosso atual estado mental e emocional, bem como a compreensão do mundo em que vivemos.

Já discutimos a respeito da influência de nossos pensamentos e sua atuação no organismo, e também a existência de um “quarto estado” - ou alteração de nosso estado de consciência para um nível de consciência mais profundo. Vimos também a existência de um estado de espírito em harmonia com a vibração “ananda”.

Tudo isso, a princípio, parece uma realidade distante de nosso cotidiano. Afinal, vivemos “acima da linha” do qual Chopra se refere ao “corpo mecânico quântico”. Mas podemos nos aproximar desta realidade, se nós trabalharmos corretamente nosso modo de pensar.

Contudo, primeiramente devemos compreender qual a importância de entrarmos em contato com este outro aspecto de nossa realidade.

Para tornarmos este contato mais pessoal, podemos afirmar neste momento que, ao entrarmos em contato com nosso “campo de inteligência”, estamos nos relacionando com nosso “eu primordial” ou “eu verdadeiro”. O que diferencia nosso estado de consciência habitual do “eu verdadeiro” é justamente o fato de que, ao estarmos desconectados de nosso campo de inteligência, estamos automaticamente susceptíveis aos nossos pensamentos e emoções. E estes estão relacionados a toda a nossa “carga normal de vida”.

Quando nós conseguimos o contato com este “eu verdadeiro” nossa percepção a respeito de nossa própria realidade retorna ampliada. Ou seja, os medos, as dúvidas, a falta de confiança em relação à vida é substituída por uma clareza de idéias e um estado de equilíbrio mental e emocional.

O fato é que o pensamento está associado com o nosso modo de vida. Uma velha escritura hindu vinha dizendo há milênios: “o homem se converte naquilo que ele pensa”.

Tae Yun Kim, em seu livro “Os Sete Passos para o Poder Interior”, diz que “o primeiro passo para assumir o controle de sua vida é aprender a assumir o seu modo de pensar”. Isso se baseia no princípio de que “o pensamento toma forma”.

Este princípio mostra que tudo o que toma forma em nossas vidas – nosso corpo, lar, emprego, relacionamentos – começou primeiro como uma “forma-pensamento”. Portanto, quando olhamos para tudo que manifestou em nossas vidas até agora, estamos contemplando um quadro sobre a qualidade de nossos pensamentos e emoções.

Essa relação entre o pensamento e o mundo que é criado, é chamada de Lei Universal da Manifestação.

Neste sentido, uma vez que conseguimos ter o controle de nossos pensamentos, temos também o controle do que ocorre em nosso exterior.

Tae Yun Kim nos mostra o conceito de que, se seguirmos regras de conduta mental, nós conseguimos fazer com que a mente funcione harmoniosamente. E isto é muito importante para controlarmos os problemas que surgem no nosso dia-a-dia.

Ela comenta que, quando enxergamos sintomas de algo errado em nossa vida, tentamos nos livrar dele ao invés da condição mental que o está causando. E para procurar a causa de uma situação exige-se muita introspecção, tempo e esforço para procurar por baixo das aparências.

Da mesma forma que Chopra trata o “campo de inteligência”, Tae fala em todo o seu livro a respeito de um “mestre silencioso” que existe dentro de nós. Ela diz que “esperando silenciosamente em seu interior existe uma presença, uma Força, um estado de Consciência que lhe dá o poder de vencer as limitações físicas e mentais de sua vida, poder de harmonizar modificações discordantes, de criar e alcançar metas, de experimentar a paz e a alegria apesar das circunstâncias que o cercam, enfim, o poder para você ser quem realmente é”.

Quando ela fala de você “ser quem realmente é” está se referindo ao seu “eu verdadeiro”. Assim, quando conseguimos entrar em contato com o “mestre silencioso”, encontramos nosso “eu verdadeiro”. E desta forma conseguimos assumir o controle de nossa vida.

Para atingirmos este objetivo, devemos aprender como lidar com diversos fatores relacionados à formação de uma conduta mental que nos leva a entrar em contato com nosso “mestre silencioso” - ou “campo de inteligência” - e nos identificar com nosso “eu verdadeiro”.

Tae Yun Kim nos ensina que, para encontrar nosso “eu verdadeiro”, temos primeiramente que identificar em nós nossas forças e fraquezas.

Vivemos em um mundo muito competitivo. Nós crescemos precisando aceitar que para vencer na vida temos que possuir uma auto-imagem positiva. Até mesmo no dia-a-dia, a tendência é demonstrarmos ser uma pessoa que possua qualidades que se enquadrem ao conceito de “ser normal” dentro de uma sociedade – uma pessoa bondosa, certa, merecedora de respeito,...

Para nos aceitar por completo, devemos considerar que somos uma mistura de forças e fraquezas. Temos a tendência natural de exibir ou enfatizar nossas forças, e olhar superficialmente nossas fraquezas, quando não a ignoramos por completo.

Devemos ter consciência de que, enquanto nossas forças tendem a nos levar para uma maior harmonia e paz, nossas fraquezas tendem a sabotar o que tentamos fazer. Desta forma, temos que olhar cuidadosamente para nós mesmos e considerar esses dois lados.

Para isso, Tae nos orienta a proceder primeiramente dessa forma: pegar um lápis e um papel. Escrever nele, após uma análise cuidadosa de si, uma lista de 10 forças e 10 fraquezas que imagina possuir. Feito isso procurar, dentro do dia-a-dia, fazer o seguinte: ao identificar suas forças, decida mantê-las; ao descobrir suas fraquezas, determine que se livrará delas – sem sentimentos de depressão, desgosto ou culpa.

O fato é que desperdiçamos muita energia na tentativa de manter as fraquezas escondidas. Ao nos livrarmos delas, sentimos aumento de nossa energia e relaxamento.

Você saberá quando eliminou suas fraquezas quando não for mais dominado por elas. E lembre-se de algo muito importante: suas fraquezas não fazem parte do seu “eu verdadeiro”, ou seja, com esta atitude de se livrar delas, você está automaticamente se permitindo a começar a se identificar novamente com seu interior. As fraquezas foram surgindo durante sua “carga normal de vida” e te desviam de sua identidade original. Após eliminá-la, substitua-a por uma qualidade que a negue.

Devemos estar cientes que em nós existe uma parte que pensa, e uma parte que sente. Comparando nossos pensamentos a sementes, consideramos nosso ambiente emocional como terra. Desta forma, se possuímos sementes positivas, estas devem ser plantadas em solo positivo, para que possam germinar e crescer.

Juntos, pensamentos e emoções positivas criam uma atitude mental positiva, que resultam em um estado de espírito que se assemelha ao seu “eu verdadeiro”.

No próximo artigo iremos discutir outros fatores que, ao trabalharmos adequadamente – aliados a esta atitude mental positiva – nos aproxima dessa realidade oculta que existe em nosso interior.


Referências:

- A Cura Quântica – Chopra, Deepak

- Os Sete Passos para o Poder Interior – Kim, Tae Yun

- Formas de Pensamento – Besant, A.; Leadbeater, C.W.


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