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CHAKRAS

Evidências Científicas e sua Relação com o
Desenvolvimento do Ser Humano


Os chakras são considerados centros energéticos do corpo humano. Os registros mais antigos que se tem notícia a respeito deles vem dos Vedas (5.000 A.C.). O significado de sua palavra vem do sânscrito que significa “roda”, “disco”, “centro” ou “plexo”.

Para entendermos o que são os chakras temos que conhecer o significado dos termos “prana“ e “duplo etérico“.

Charles Webster Leadbeater, em seu livro “Os Chakras”, descreve o prana como sendo energias etéricas do Sol que penetram na atmosfera terrestre e são transformadas pela respiração.

O duplo etérico é chamado “duplo” por se tratar de uma exata reprodução do corpo físico. Leadbeater o descreve como “um grau de matéria, também física, ainda que invisível, que se projeta ligeiramente mais além que o corpo físico“. Ela é chamada pela teosofia de matéria etérica.

O duplo etérico é importante por absorver o prana, e “ser o veículo pelo qual fluem as correntes vitais que mantêm o corpo vivo, e serve de ponte para transferir as ondulações do pensamento e a emoção do corpo astral ao corpo físico denso“.

O prana conduzido por meio das correntes vitais acumula-se em vários centros. Estes centros acumuladores são denominados chakras.

Os chakras, portanto, são “pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um a outro veículo ou corpo do homem”. Eles aparecem sob a forma de depressões semelhantes a vórtices e estão localizados na superfície do duplo etérico.

A existência dos chakras ganhou uma base científica com o trabalho da bioquímica Dra. Esther Del Rio(1).

O começo da descoberta veio ao acaso, após Del Rio ficar curiosa com a existência de contaminantes em preparação de cortes de tecido animal para microscópio. A análise de amostras dos contaminantes identificou óxido de ferro na forma magnética – óxido férrico e óxido ferroso.

A partir desta descoberta, Esther Del Rio, com o apoio dos doutores Blaun e Levy – do Instituto Politécnico Nacional (México) – se dedicou exclusivamente a investigar a origem do óxido de ferro.

Conforme as pesquisas avançaram, foi descoberto que estas partículas de óxido férrico e ferroso, encontradas dentro dos organismos vivos, são magnéticas e operam como se fosse um co-fator de oxi-redução, formando uma rede intermitente dessas substâncias, localizadas fora das células, de modo que quando uma se oxida a outra se reduz.

Através de experimentos com partículas de ferro eletromagnéticas, Esther chegou à seguinte conclusão: “somos formados de um sistema de macromoléculas que formam uma rede ferroso-férrica que possui corrente elétrica e eletromagnética.” Calcula-se que o corpo possui cerca de 100 milhões destas partículas.

A toda esta relação de eventos e correspondências no tecido celular, Del Rio deu o nome de Sistema ECOR, ou Corpo Eletromagnético. Este é um sistema organizado, não se tratando de zonas com fenômenos isolados de magnetismo, mas sim, apresentando uma geografia espacial dentro do nosso corpo.

Outra parte deste trabalho foi explicar como ocorre a transmissão da energia entre os elementos magnéticos e a célula, bem como em todo o organismo. Esther Del Rio desenvolveu um modelo a partir dos trabalhos sobre a estrutura da água de Linus Pauling. Através dele, ela apresentou a proposta de que a água de nossos tecidos é em sua maior parte cristal líquido em forma de clatrato(2) - (H2O)37 - um estado intermediário da matéria (mesomórfico) - estável e que por ser cristal líquido conserva as propriedades dos líquidos mais as propriedades dos cristais ópticos, e são capazes de guardar memória. Neste sentido, os cristais líquidos respondem a diferentes comprimentos de onda vibratória, codificam e recodificam informação em milionésimos de segundos.

Del Rio também comenta que “a proposta da água como cristal líquido dentro dos tecidos em sua estrutura de (H2O)37 é a única que satisfaz a transmissão de informação – tanto elétrica como eletromagnética, interna e externa – de todo o organismo vivo”.

Através da utilização de aparelhos de raios X modificados com eletroímãs, Del Rio observou o corpo cheio de luzes fluorescentes e intermitentes com densidades magnéticas abundantes onde foi mencionado a existência dos chakras.

Desta forma, cada chakra está formado por milhares de magnetitas ferroso-férricas formando verdadeiras esferas. Estas esferas se encontram nos lugares coincidentes com os descritos em livros milenares do oriente: órgãos sexuais (chakra básico); suprarrenais (chakra esplênico); entre o fígado e o pâncreas (chakra umbilical); timo (chakra cardíaco); tireóide (chakra laríngeo); hipófise (chakra frontal); pineal (chakra coronário).

Outra coincidência com relação aos chakras ocorreu nas últimas investigações, onde se observou que a energia produzida nestas áreas é um vórtice de energia, que é conduzida no corpo de baixo para cima.

O vórtice de energia é o produto do trabalho das magnetitas ferroso-férricas, que por estarem mais perto uma das outras, trabalham mais rapidamente acelerando a produção de energia magnética, a partir do chakra básico, atravessando-os até o chakra coronário, sendo liberada para o exterior do corpo. O sentido deste fluxo de energia está de acordo com a ascensão da energia conforme é descrito pela cultura oriental.

Vale considerar aqui que, tanto o fluxo de energia que temos no corpo, bem como a formação de centros acumuladores de energia, ocorre de forma natural no organismo. Leadbeater comenta que “os centros ou chakras atuam em todo o ser humano, ainda que nas pessoas pouco evoluídas, o estritamente necessário para formar o vórtice adequado ao influxo de energia. No homem bastante evoluído refulgem e palpitam com vívida luz, de maneira que por eles passa uma quantidade muitíssimo maior de energia, e o indivíduo obtém como resultado o acréscimo de suas potências e faculdades”.

Gustavo Martins, em seu texto “O Duplo Etérico – Parte 1”, nos ajuda a compreender melhor sobre o despertar dos chakras: “Sobre essa questão, citamos aqui as palavras do instrutor espiritual Clarêncio, no livro ‘Entre o Céu e a Terra’, de Chico Xavier: ‘Raros espíritos estão habilitados a viver na Terra com as visões da vida eterna. A penumbra interior é clima que lhes é necessário.’

Ainda:
‘...O contato com o reino espiritual, enquanto nos demoramos no envoltório terrestre, não pode ser dilatado em toda a extensão, para que nossa alma não afrouxe o interesse de lutar dignamente, até o fim do corpo.’” Desta forma, Gustavo comenta que “o despertar dos chakras deve ser natural, ou seja, deve se dar de acordo com a evolução do espírito.”

De fato, muitos autores relacionam os chakras com o desenvolvimento do ser humano. O Professor Laércio Fonseca, em sua palestra “Os Chakras e Projeção Astral” faz uma divisão interessante, relacionando a atividade dos chakras e a evolução do homem. Isto é feito da seguinte forma:

Chakras Básico, Esplênico e Umbilical ativos: Homem Abdominal;

Chakras Básico, Esplênico, Umbilical, Cardíaco e Laríngeo ativos: Homem Torácico;

Chakras Básico, Esplênico, Umbilical, Cardíaco, Laríngeo, Frontal e Coronário ativos: Homem Superior.

Laércio comenta que o homem abdominal corresponde a 99,9% da humanidade. Neles, somente os três primeiros chakras estão realmente ativos.

O homem neste estado possui características como: ser territorial; materialista; ter sentimento de posse; possuir emoções desequilibradas - oscilantes em questões de minutos; viver em um cotidiano voltado exclusivamente aos prazeres materiais.

O homem torácico, o qual possui, além dos três primeiros chakras, os chakras cardíaco e laríngeo realmente ativo, possui características como: ser equilibrado, ponderado; é mais amoroso; dá mais valor à família; é amoroso com os animais; respeita e pensa mais no planeta e em seu semelhante.

O homem superior, o qual possui todos os chakras realmente ativos, é um ser raro de encontrar no planeta. Para se ter uma idéia do despertar de todos os chakras, vamos ver o comentário de um yogue indiano que relata a ascensão da atividade dos chakras:

“O espírito humano costuma limitar sua atividade aos três centros inferiores, sendo que o mais alto está na altura do umbigo. Por isso, o homem se contenta com as satisfações que lhe dão os prazeres materiais, os alimentos, ...

Ao atingir o quarto centro, aquele que se encontra diante do coração, o homem avista um raio divino: mesmo assim, costuma voltar deste ponto aos três planos inferiores.

Quando a mente atinge o quinto centro, diante da garganta, o sadhak(3) não pode falar de outro senão de Deus. Mesmo nesta condição, um homem pode voltar atrás, aos três centros inferiores; precisa, por isso, tomar muito cuidado.

Mas quando a mente alcançou o sexto centro, entre as sobrancelhas, o homem está ao abrigo de todos os perigos, obtém a visão do paramatman(4) e permanece em êxtase constante. Só há um véu muito fino entre este estado e o centro mais elevado de todos (sahasrara(5)). O sadhak sente-se tão próximo do paramatman que se julga mergulhado nele, mas não é o caso. Deste ponto, ele pode descer ainda ao quinto e, algumas vezes, ao quarto centro, mas não mais baixo.

Após permanecer constantemente em êxtase, rasgam o véu transparente e unem-se para sempre ao Senhor. Esta união eterna do jiva(6) e do paramatman no sahasrara é o que se chama a subida ao sétimo plano.”

Podemos observar que esta ascensão descrita não é comum na atual evolução humana. Ela pode ocorrer em uma pessoa que dedica sua vida exclusivamente a permanecer em contato com uma Divindade Suprema. Esta experiência está relacionada com a ascensão da kundalini(7) em toda a sua plenitude.

Também podemos identificar a coincidência na descrição do yogue com relação ao homem que está limitado à atividade dos três centros inferiores, e a de Laércio a respeito do homem abdominal.

Todavia, não ouvimos relatos em nossa sociedade sobre avistamento de um “raio divino“ ao ativar o chakra cardíaco. Ao que parece aqui, é que temos um aumento gradual da atividade dos chakras relacionado ao estado mental, emocional e espiritual do ser humano. Desta forma, o homem torácico atinge um equilíbrio que eleva suas emoções e pensamentos, o que justifica suas características.

A questão aqui é: o que podemos fazer - dentro de um cotidiano tão conturbado no qual vivemos - para chegarmos a um estado de espírito que favoreça nossa conduta de vida no dia-a-dia e consequentemente nossa saúde e bem estar?

Nos próximos artigos procuraremos responder a essa questão.


1) Esther Del Rio foi nomeada a mulher do ano em 1995-96 pela Universidade de Cambridge (Inglaterra) por suas contribuições à medicina; é membro ativo da Academia de Ciências de Nova York desde 1994.

2) Clatrato (do latim clathratus que significa “rodeado ou protegido por cercas ou portões”) é uma substância na qual um componente cristaliza em uma estrutura muito aberta que contem buracos ou túneis em que podem estar presos os átomos ou moléculas pequenas de um segundo componente.

3) Sadhak significa “A pessoa que tem uma vontade indomável, uma intensa paixão, uma aspiração crescente a perceber: que a existência de uma pessoa é para o único Divino; que toda a existência é uma manifestação da energia divina final; que toda esta existência é um cosmos - incluindo a vida e o homem - regulado pela lei da harmonia (ritam)”
(retirado de: http://www.collaboration.org/98/spring/text/08.sadhak.html)

4) Paramatman é formada pelas palavras Parama, que significa “supremo” ou “mais alto”, e Atman, que significa espírito individual ou alma ou self.. Paramatman é o Absoluto Atman ou Alma Suprema ou Espírito (também conhecido como Superalma) no Vedanta e Yoga. É o “Eu Primordial”, que é espiritualmente praticamente idêntico com o Absoluto, idêntico com Brahman. Altruísmo é o atributo de Paramatman, onde toda a personalidade/individualidade desaparece.
(retirado de: http://en.wikipedia.org/wiki/Paramatman)

5) Sahasrara é o nome, em sânscrito, do chakra coronário.

6) Jiva é utilizado para designar “entidade viva” de um indivíduo ou “ser vivo”. É um ser vivo, ou, mais especificamente, a essência imortal de um organismo vivo que sobrevive morte física.
(retirado de: http://en.wikipedia.org/wiki/Jiva)

7) Kundalini é a energia cósmica que jaz adormecida no chakra básico (Muladhara)


Referências:

- Os Chakras – Leadbeater, C.W. (Editora Pensamento)

- Por Las Venas Corre Luz – Del Rio, Esther
(http://pt.scribd.com/doc/49196901/Agua-Cristal-Dra-Esther-Del-Rio)

- Pelas Veias Corre Luz – Muro, Antonio F.
(http://www.anjodeluz.net/pelas_veias_corre_luz.htm)

- O Duplo Etérico – Parte 1 – Martins, Gustavo
(http://www.grupopas.com.br/cadastroColuna/mostraArtigoColuna.do?id=70)

- Palestra: Os Chakras e Projeção Astral – Fonseca, Laércio

- Chakras
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Chacra)

- Who is a sadhak?
(http://www.collaboration.org/98/spring/text/08.sadhak.html)

- Paramatman
(http://en.wikipedia.org/wiki/Paramatman)

- Kundalini
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Kundalini)


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