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ananda ebooks Compreendendo o Campo de Inteligência


Campo de Inteligência


Para compreendermos o que vem a ser o campo de inteligência, vamos utilizar diversas fontes de conhecimento que nos trará um esclarecimento sobre suas características. Utilizaremos conceitos da física quântica, o ponto de vista dos rishis, conceitos de filosofia, entre outros.

Primeiramente devemos compreender que para discutir o que há neste campo temos que considerar os objetos fundamentais que encontramos na natureza.

Atualmente, através da física quântica, são descritas as partículas fundamentais que formam os componentes de um átomo. O átomo não é mais definido como sendo o constituinte fundamental da matéria, pois ele consiste de um núcleo formado de prótons e nêutrons, possuindo em sua órbita os elétrons.

Para descrever os constituintes da matéria e as forças que agem entre elas, os físicos consideram a existência de partículas subatômicas que são constituintes do chamado Modelo Padrão. Estas partículas são componentes fundamentais da matéria que formam os prótons e os nêutrons.

Todavia, o Modelo Padrão possui algumas limitações que denotam a necessidade de existir uma teoria mais ampla que consiga explicar a composição do Universo. Tais limitações são as seguintes:

• O Modelo Padrão consegue descrever três das quatro forças fundamentais da natureza: força eletromagnética, força fraca e força forte. A força gravitacional não é descrita por esse modelo;

• As partículas descritas no modelo padrão correspondem a apenas 4% do conteúdo de matéria e energia do Universo.

Desta forma, os físicos sentem a necessidade de existir uma teoria maior que inclua a gravidade, e possa explicar um imenso pedaço do Universo que está faltando, o qual é constituído também por matéria escura (22%) e energia escura (74%).

Para simplificarmos esta discussão sobre física quântica, vamos considerar que os prótons e os nêutrons são compostos por três quarks cada um.

Os quarks são partículas fundamentais consideradas pontuais. Porém, uma teoria prevê matematicamente que as menores partículas existentes não podem ser pontuais. Essa teoria é chamada de Teoria das Cordas.

Segundo essa teoria, as menores partículas existentes, ao invés de pontuais, são cordas. Essas, as quais são tipos de cordas estendidas ou fechadas, dariam origem aos quarks com seus movimentos vibracionais. Dessa forma, através de sua vibração, é que se formam todas as partículas que existem hoje dentro das quatro forças fundamentais.

Sabe-se pela previsão da Teoria das Cordas que, através das vibrações que podem ocorrer em sentidos diferentes, elas acabam por formar um mundo chamado de “zoológico quântico”. Trata-se de uma analogia ao mundo da Biodiversidade. A tensão de cada corda é que define sua energia e, consequentemente, qual partícula fundamental dará origem.

A questão a respeito dessa teoria, é que ela funciona em um universo de dimensões adicionais.

Após o surgimento da Teoria da Relatividade de Einstein, o espaço tridimensional precisou ser revisto e, ao espaço tridimensional, foi acrescentado o tempo, transformando-o em quadridimensional (altura, profundidade, largura e tempo).

A Teoria das Cordas prevê, além das quatro dimensões citadas, pelo menos mais sete dimensões adicionais. Seriam dimensões recurvadas para dentro das dimensões espaciais que conhecemos, mas são tão pequenas a ponto de não existir tecnologia suficiente para detectá-las.

Chopra comenta em seu livro “A Cura Quântica” que no momento da criação (Big Bang), estima-se que nosso universo estava preenchido com um bilhão de vezes mais energia do que agora quando observados por radiotelescópios; o restante foi reabsorvido pelo mesmo campo oculto para onde foram as dimensões que não conseguimos detectar.

O interessante, e digno de comentário, é a analogia que se pode fazer relacionando a Teoria das Cordas com a visão dos rishis sobre a origem e composição da matéria e energia do Universo.

Da mesma forma, os rishis diziam que o Cosmos era permeado por “sutras”, que em sânscrito significa “cordas”. Estas cordas eram “fios de inteligência”, cuja quantidade era bilhões.

Na verdade estamos lidando aqui com um universo incrivelmente microscópico. Atualmente os físicos estão tentando entender o chamado comprimento de Planck:   10-33cm. Esse comprimento corresponde a vinte ordens de magnitude menor que um elétron.

Para se ter uma idéia do tamanho desta corda a que os físicos e os rishis se referem, imagine um átomo de hidrogênio. Aumente este átomo até o tamanho de nosso sistema solar. Mesmo assim, aumentando proporcionalmente o tamanho da corda, esta ainda não seria possível de ser observada por um microscópio. Somente quando o átomo tiver o tamanho do nosso universo observável que a corda se torna microscopicamente grande.

Desta forma, seja o que for que exista numa escala tão pequena, a maioria dos cientistas acredita que os conceitos de espaço e tempo mudam neste outro tipo de universo, onde tornar-se menor é um conceito sem sentido. Os conceitos de tempo e espaço se rompem em escalas espaciais muito pequenas ou intervalos de tempo muito curtos.

Temos que considerar também que, sob esta visão, estamos lidando também com nossas origens. Na concepção do universo, no momento do Big Bang, o universo existia em escala microscópica. Neste sentido, talvez as mesmas respostas para a pergunta “o que acontece no universo às escalas muito pequenas?” estejam ligadas à pergunta “como era o universo antes do Big Bang?”. Todo o nosso universo seria menor que o comprimento de Planck, se considerarmos o período pré-Big Bang, ou o momento do Big Bang.

Vimos até agora uma discussão que aponta para a existência de um universo infinitamente microscópico que coexiste com nosso universo. Esta é uma realidade de difícil compreensão, mas está procurando ser explicada pela física quântica. E é nesta realidade descrita que podemos indicar onde se encontra nosso campo de inteligência.

Dentro deste universo microscópico ou campo quântico, temos outro ponto a ser considerado.

Deepak Chopra utiliza o campo quântico para discutir a respeito do campo de inteligência. Ao mesmo tempo, a visão dos rishis também é considerada. Para associarmos esses dois pontos de vista, temos que acrescentar mais um componente neste campo quântico.

Chopra comenta que discutir determinados assuntos é mais fácil para os rishis, justamente por eles não serem teóricos. Repare que eles tratam as cordas como “fios de inteligência”. Como explicar a presença de inteligência dentro deste universo microscópico? Para isso, precisamos desassociar a idéia de que consciência é uma propriedade inerente ao organismo biológico. E para nos ajudar nesta compreensão, vamos discutir alguns temas relacionados à consciência tratados pela Filosofia da Mente, Filosofia Oriental e Psicologia Transpessoal.

A natureza da consciência é considerada pela Filosofia da Mente um tema muito difícil de ser esclarecido. Alguns estudos – como os de Jackendoff (1991); Calvin(1990); Dennet(1991) e Flanagan(1992) – procuraram explicar os estados conscientes dentro de uma base neurofisiológica ou física. Porém, “consciência” é um termo ambíguo, referindo-se a muitos fenômenos diferentes. Alguns fenômenos são mais fáceis de explicar do que outros.

Exemplos de problemas fáceis de consciência incluem fenômenos como: habilidade de discriminar, categorizar e reagir a estímulos ambientais; o foco da atenção; o controle deliberado do comportamento; a diferença entre vigília e sono, etc.

Nos casos de “problemas fáceis de consciência”, pode-se formar um modelo apropriado cognitivo ou neurofisiológico para explicá-los.

Para David Chalmers, autor do livro “The Conscious Mind”, o problema realmente difícil de consciência é o problema da “experiência”. Ele defende que existe algo que experienciamos conscientemente que foge às explicações materialistas. Ele define a “experiência consciente” da seguinte forma: “Quando percebemos, pensamos e atuamos, existe um ruído de fundo de causalidade e processamento de informação, mas este processamento em geral não ocorre na obscuridade. Existe também um aspecto interno; tem algo que se sente como ser um agente cognitivo. Este aspecto interno é a experiência consciente” (Chalmers, 1996, p.4).

Exemplos de experiência consciente são as vívidas sensações de cores, as dores agudas, a angústia existencial, o saborear de uma refeição, a esquiva experiência de pensamentos, entre outras.

Chalmers reconhece o grande avanço que ocorreu no conhecimento da mente humana proporcionado pela neurociência e ciências cognitivas, mas afirma que essas abordagens não respondem ao que nomeou de problema difícil de consciência: “Porque o processamento de informação que fazemos, isto é, discriminar, reunir e relatar a informação, é acompanhado por uma vida interna que experienciamos?”

Devido aos problemas que impedem que a natureza da consciência possa ser explicada em sua totalidade – através de métodos tradicionais da ciência cognitiva, teorias computacionais ou através do estudo de mecanismos neurais – Chalmers reconheceu que não é possível formular uma teoria que explique plenamente como um sinal cerebral pode dar origem a um estado consciente. Em outras palavras, a consciência deve ser o ponto de partida, e não o ponto de chegada de qualquer teoria da mente. Assim, ele sugere que uma teoria da consciência deve tomar a noção de experiência consciente como sendo um primitivo. Uma teoria da consciência requer a adição de algo fundamental à nossa ontologia, na medida em que tudo em teoria física é compatível com a ausência de consciência. A experiência consciente deve ser considerada como sendo uma característica fundamental do mundo, da mesma forma que a física considera como característica fundamental matéria, energia, espaço e tempo.

Desta forma, o estudo da Filosofia da Mente nos mostra a dificuldade de se afirmar que a consciência possa estar associada a um conceito exclusivo de uma visão materialista, ou seja, que um sinal cerebral possa dar origem a um estado consciente.

Para termos um exemplo clínico a respeito desta visão da Filosofia da Mente, vamos expor uma parte da palestra do neurocientisa, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira:

“O Prof. Miguel Reale, reitor da USP, foi operado do coração e passou por uma situação extracorpórea. Seu coração foi aberto e precisava de uma máquina que fizesse o papel de seu coração. Seu sangue transitou por uma máquina fora do corpo dele. E o cérebro, para não sofrer danos, foi resfriado a 4oC. E ele relata tudo o que foi falado na cirurgia, e que é confirmado por todo o staff.”

O Prof. Miguel Reale publicou no jornal O Estado de São Paulo este caso, comentando que esta sua experiência incitou os cientistas da Universidade no qual ele foi reitor na possibilidade da consciência estar fora do corpo.

Juntamente com esta visão da Filosofia da Mente sobre a consciência, é interessante termos a noção de como a Filosofia Oriental aborda este mesmo assunto.

Segundo a psicologia budista, o próprio universo nada mais é do que consciência, dividida em nove planos: os seis primeiros consistem na consciência essencial da visão, audição, olfato, paladar, tato e pensamento; o sétimo plano é a consciência da autopercepção; o oitavo plano, a consciência alaya relativa, que recebe todos os dados sensoriais reunidos nos seis primeiros planos; o nono plano, a consciência alaya absoluta, é a pura autoconsciência sem forma da Natureza-Verdade.

A teosofia, que utiliza a filosofia oriental do Advaita Vedanta e do Samkhya, nos fala que o ser humano, bem como os demais seres e tudo quanto existe, é constituído de uma infinidade de combinações de matéria-energia. Cada uma dessas combinações são representativos de um nível particular da Consciência-Energia em escala cósmica, presente em toda manifestação universal. Estes níveis de consciência-energia são estratificados em camadas, variando do nível mais denso para o nível mais sutil. Estas camadas correspondem aos planos: físico, astral, mental, búdico, átmico, monádico e divino. As antigas escrituras hindus relatam ainda que, além destes sete planos, existem seis planos cósmicos em escala crescente de sutilização de energias e poder de consciência.

A filosofia oriental nos mostra que a consciência existe no universo como um todo, e ela possui níveis de acordo com o grau de matéria e energia a ela associados.

Esta visão da tradição oriental a respeito de níveis de consciência serve para nos mostrar que a escala de consciência, de um grau menor a um grau mais elevado, está associado a uma elevação de nível de energia e escala vibracional, e uma diminuição de densidade de matéria.

É bom lembrar aqui o comentário do Prof. Laércio Fonseca que a parte espiritual está relacionada à vibração. Não é o intuito deste artigo discutir a respeito de espiritualidade e planos de existência, mas sim, caracterizar o campo de inteligência. Porém, vale aqui fazer alguns comentários para fixar a idéia a respeito de freqüência vibratória.

O Dr. Jorge Adoum escreveu o livro “20 dias no mundo dos mortos ou 20 dias no mundo da outra vida”. Este livro foi escrito devido ao autor ter sido acometido por um distúrbio circulatório que durou vinte dias, durante os quais viveu conscientemente no “mundo dos mortos ou da outra vida” conforme diz o próprio título do livro. Após seu restabelecimento, ele escreveu a respeito de suas experiências.

Vamos expor aqui uma parte do texto de seu livro: “... podemos conceber vários mundos ocupando o mesmo lugar no espaço, porém cada um com tônica vibratória diferente, de sorte que os seres viventes, em um dos mundos, desconhecem totalmente a existência de outros seres que vivem com eles por causa da diferença vibratória.

Logo, os planos de vida representam graus diferentes de vibração ou de energia vibratória, mas não de matéria.

A matéria, embora em sua mais sutil modalidade, é muito baixa modalidade de energia vibratória.”

Este texto nos mostra a relação que existe entre energia vibratória e matéria. Esta relação também é mostrada pelo astrônomo, matemático e filósofo Camille Flammarion. Ele desenvolveu uma escala de vibrações que vem sendo atualizada de acordo com recentes descobertas científicas. Ela representa “um mergulho ascencional da percepção humana em direção ao imperceptível, um desdobramento incessante em oitavas de gradações de energia por onde a vida prossegue além de nossos sentidos”. Ela mostra que o universo se estende em freqüências vibratórias altíssimas.

Essa escala varia desde vibrações situadas entre 2 até aproximadamente 16Hz ou vibrações por segundo – as quais são percebidas pelo tato. Na faixa vibratória de 16Hz até 16 a 20 mil Hz está a faixa vibratória na qual percebemos a audição. Ela segue progressivamente, passando por faixas vibratórias relacionadas às ondas infra-vermelhas, luz visível, ultra violeta e raios X.

Acima dos raios X, ondas de freqüências vibratórias elevadíssimas (correspondente à faixa dos raios gama e raios cósmicos) chegam à ordem de 8 quintilhões de Hz ou 8X1018Hz. Nessa faixa é que a ciência já aponta ser onde ocorrem os fenômenos transcendentes e os estados mentais-emocionais de elevação.

Esta noção de escala vibratória é importante para associarmos níveis de consciência elevado a níveis elevadíssimos de freqüência vibratória.

Nós encontramos uma discussão interessante a respeito de consciência elevada em estudos sobre Estados Ampliados de Consciência e Consciência de Unidade. Tais estudos fazem parte do ramo da psicologia chamado Psicologia Transpessoal.

Segundo Weil (1999,p.9), “A Psicologia Transpessoal é um ramo da Psicologia especializada no estudo dos estados de consciência; ela lida mais especialmente com a ‘experiência cósmica’ ou os estados ditos ‘superiores’ ou ‘ampliados’ de consciência”.

Tart(1995, p.227) define um Estado Ampliado de Consciência “como uma alteração qualitativa no padrão de funcionamento mental na qual a pessoa que o experimenta sente que a sua consciência funciona de maneira radicalmente distinta do seu modo comum de operação”.

Jeverson Rogério Costa Reichow, em seu artigo “consciência e transdiciplinaridade”, descreve a transformação da percepção do ser humano que experimenta esse outro estado de consciência: “Dentre essas transformações (...) o desaparecimento das fronteiras entre sujeito-objeto ou entre o eu que vive e a experiência vivida, a construção de novos significados do real a partir destas vivências e o conhecimento descontínuo, isto é, que transcende meios físicos de propagação e o próprio tempo. Outro aspecto fundamental dessas experiências é a tomada de consciência de si como um ser multidimensional, um ser físico, energético, emocional, mental e espiritual. Durante as experiências em estados ampliados de consciência a pessoa se percebe com um ser total em que corpo, energia, emoções, mente e espírito são aspectos diferentes deste ser que é, em essência, um ser espiritual. E, mais ainda, este ser total se percebe profundamente conectado com a natureza, com o planeta e com o cosmos conforme Walsh(1995).”

Este Estado Ampliado de Consciência está relacionado com o conceito de Consciência de Unidade. Jeverson continua seu artigo, comentando sobre este conceito:

“O conceito de Consciência de Unidade é encontrado em diferentes correntes de pensamento, não só científico como também filosófico e em diversas tradições sapienciais da humanidade. Saldanha (1999, p.42) refere-se à Unidade como ‘a propriedade de não estar dividido. Quando abordamos a unidade cósmica, referimo-nos ao fim da dualidade, das polaridades. É o todo, o absoluto, a plena luz. Nesse nível, inexiste tempo e espaço. É um eterno agora, um eterno ser-único, indivisível.’

Weil (1999) salienta que a Unidade é uma das características da Consciência Cósmica. Entende-se por Consciência Cósmica um estado de consciência no qual o ser humano percebe a si e a realidade de uma maneira bem diferente da percepção comum, se sentindo conectado com a totalidade do Universo. Segundo Weil (1999, p.10), as principais características da experiência cósmica são:

• Unidade: é o desaparecimento da percepção dual Eu-Mundo.

• Inefabilidade: a experiência não pode ser descrita com a semântica usual.

• Caráter noético: um senso absoluto de que o que é vivido é real, às vezes muito mais real do que a vivência quotidiana comum.

• Transcendência do espaço-tempo: as pessoas entram numa outra dimensão; o tempo não existe mais e o espaço tridimensional desaparece.

• Sentido de sagrado: o senso de que algo grande, respeitável e sagrado está acontecendo.

• Desaparecimento do medo da morte: a vida é percebida como eterna, mesmo se a existência física é transitória.

• Mudança do sistema de valores e de comportamento: muitas pessoas mudam seus valores no sentido dos valores B de Maslow (Beleza, Verdade, Bondade, etc.). Há uma subestimação progressiva dos valores ditos materiais. O ‘Ser’ substitui o ‘Ter’”.

Procuramos neste artigo desenvolver temas que estão relacionados com a visão de Deepak Chopra sobre o Campo de Inteligência.

Vimos nos artigos anteriores, através de pontos de vista diferentes de diversos autores, que o ser humano possui uma relação com uma realidade que está oculta pela nossa realidade física.

Discutimos sobre sua influência no funcionamento de nosso organismo bioquímico, e mostramos a visão dos rishis que afirma que o ser humano pode ter contato com esta realidade subjetiva. Este contato ocorre somente após a mente transcender sua atividade normal, e atingir um estado de consciência que foi denominado de “quarto estado”.

Deepak Chopra associou toda esta discussão - que faz parte de uma cultura milenar - com conceitos da medicina ocidental e da física quântica, e nos apresentou o que ele chama de Campo de Inteligência.

De fato, o estudo sobre Psicologia Transpessoal nos mostra de uma forma científica a alteração da percepção humana quando ele experimenta um outro estado de consciência.

Camille Flammarion expõe uma faixa de freqüência de vibratória elevadíssima cuja ciência aponta ser onde ocorrem os fenômenos transcendentes e os estados mentais-emocionais de elevação.

A existência de uma Consciência Superior pode ser discutida tendo como princípio que a consciência não tem sua origem a partir de um sinal cerebral.

A indicação dessa Consciência estar submersa em um nível quântico se torna mais sugestiva, ao observarmos que - quando a mente do ser humano atinge este outro estado de consciência - uma das características é de se sentir em uma outra dimensão e de também transcender os limites de espaço e tempo.

A análise do que vem a ser o campo de inteligência nos mostra uma realidade fantástica, embora invisível para a nossa percepção normal do mundo. Não há como negar que seria impressionante tomarmos tudo isso como verdadeiro, e aceitar que somos parte desse universo que coexiste com o nosso ou, mais ainda, somos formados a partir desse universo quântico. Todavia, essa discussão ainda tenta ser esclarecida pela ciência.

Dentro desta realidade subjetiva, desassociando a idéia da consciência estar relacionada ao corpo, precisamos compreender o que Paul Brunton afirma em seu livro “A Busca do Eu Superior”. Ele diz que “a mente não existe dentro do homem; pelo contrário, o homem existe dentro de uma única Mente Superior”.

Estamos diante de uma concepção de realidade tão fantástica, a ponto de podermos refletir também a respeito do que Sir Jim James nos sugere. Ele diz que “na realidade mais profunda, além do tempo e do espaço, talvez sejamos, todos, membros de um só corpo”.

Este artigo procurou fornecer uma base teórica a respeito do Campo de Inteligência. No próximo artigo, vamos tratá-lo de uma forma mais pessoal. Utilizaremos comparações no sentido figurativo, para compreendermos melhor sua existência dentro de nossa realidade.


Referências:

20 dias no mundo dos mortos ou 20 dias no mudo da outra vida – Adoum, Dr. Jorge – AGE – Assessoria Gráfica e Editorial Ltda

Vibrações
http://www.guia.heu.nom.br/vibracoes.htm

Palestra: A Glândula Pineal – Dr. Sérgio Felipe de Oliveira

Teoria das cordas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_cordas

Espaço quadridimensional
http://pt.wikipedia.org/wiki/Espa%C3%A7o_quadridimensional

Super Cordas – [3 de 3] – Micro Universo – Universos Paralelos - History
https://www.youtube.com/watch?v=6XB4OTsA4oE

Uma introdução a Teoria das Supercordas – Parte 1
http://www.inape.org.br/colunas/universo-seu-alcance/introducao-teoria-supercordas-parte-1

Om
http://pt.wikipedia.org/wiki/Om

Uma Introdução à Teosofia
http://www.unipazrecife.org.br/Artigo%20Afonso%20TEOS.htm

Consciência e Transdisciplinaridade
http://www.conscienciologia.pro.br/artigos_congressos/17.pdf

David Chalmers
http://consc.net/chalmers/

A Cura Quântica – Chopra, Deepak - Ed. Best Seller

A Busca do Eu Superior – Paul Brunton – Ed. Pensamento


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