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ananda ebooks Lidando com a Moralidade, Erros e Emoções Negativas


Atitude Mental - Parte 2


No artigo anterior vimos como a busca por uma atitude mental positiva é um dos fatores para alcançarmos um equilíbrio mental e emocional. Este equilíbrio é imprescindível para conseguirmos entrar em contato com uma parte de nossa realidade a qual não temos contato. Outros fatores devem ser considerados.

Na verdade, temos uma série de influências externas que impedem este contato. O fato é que estamos acostumados a nos relacionar com o mundo exterior, e esta é a nossa “verdadeira” realidade.

O que procuramos aqui não é desconsiderarmos nossa realidade. Devemos mudar nosso ponto de vista em relação a ela, de forma a alcançar o controle de nossos pensamentos e emoções, e conseqüentemente o controle de nossa vida.

Temos influências em decorrência do meio em que vivemos. De acordo com o local onde nascemos e fomos criados, crescemos tendo contato com a cultura que prevalece na região. E isso influencia nossos conceitos morais aos quais convivemos constantemente.

Os valores morais devem ser tratados com muita atenção. Nossos conceitos do que é certo e errado se baseiam neles, e a forma como vamos nos relacionar com a sociedade vai ser determinados por eles.

Assim, de acordo com a nossa consciência moral, podemos nos sentir íntegro – se nossos atos estão de acordo com elas; ou ter sentimentos de remorso – se nossos atos irem contra esses valores morais.

O nosso controle sobre os valores morais pode gerar medos e bloqueios da nossa própria vontade. Para sermos “certos” em relação à sociedade em que vivemos muitas vezes não pensamos em nós, mas sim, se o que pensamos está de acordo com o padrão social. Desta forma, podemos bloquear um sentimento ou uma vontade que temos em função de pensarmos se eles estão de acordo com o que é “certo” em relação à sociedade. Isto, no decorrer do tempo e em função da quantidade de vezes que isso ocorre, pode gerar diversos tipos de bloqueios e medos dentro de nós.

A vaidade moral nos prejudica. Lutar por uma reputação, pela imagem social, ser impecavelmente moral – isso nos torna insuficiente por impedir de desenvolver nossa verdade autêntica e, conseqüentemente, impede de sentirmos liberdade.

Aliás, pode ocorrer com freqüência uma valorização do que pensamos e uma desvalorização do que sentimos, em função da consciência moral. Isto, a longo prazo, pode tirar o reconhecimento de nossa própria identidade. Podemos simplesmente não identificar exatamente o que gostamos, perder nossas reais sensações, emoções e a satisfação com a própria vida. Isto acarreta em: ficar doente, sofrer de solidão, sentir vazios terríveis, depressões, etc.

Para nos ajudar em relação ao nosso ponto de vista sobre moralidade, vamos ler este texto, retirado do livro “A Semente de Mostarda”, de Osho:

“A vida é totalmente amoral; não é moral nem imoral, é amoral.

A moralidade é criada pelo homem; Deus é amoral. Amoral significa não ser moral nem imoral – ou ambos.

Esta é a diferença entre um santo e um sábio: o sábio é tão amoral quanto a vida, unificou-se a vida, não pensa em termos de opostos. O santo escolheu o certo e negou o errado; só está meio vivo, não alcançou a vida na sua totalidade”.

Osho comenta que, quando estamos repletos de conceitos morais, ficamos nos condenando. Existem coisas que não se dissolvem somente por dizer que estão erradas, elas permanecem.

A rejeição de algo que entendemos como imoral não nos tira a culpa, porque a repressão continuará em nosso interior. Vamos nos sentir continuamente culpados, algo estará errado. E isto nos prende, impede de sermos felizes. Osho termina dizendo “lembre-se: é impossível dançar com a culpa. Ela o paralisará. Haverá sempre constante conflito em você, e sua energia será dissipada numa luta interior”.

Neste momento analise seus conceitos morais e procure reconhecer quais são suas vontades que estão sendo bloqueadas em função delas. Reconheça a vontade que vem do seu “coração”. Quando se evita esta vontade, isso causa sofrimento.

Ao analisarmos os conceitos morais, devemos também acrescentar a seguinte pergunta: O que nos faz bem? Isto ajudará a identificar a vontade que devemos buscar que está verdadeiramente em harmonia com nosso interior.

Outro fator que devemos levar em consideração é a forma de como lidamos com nossos erros.

Vimos anteriormente que temos a tendência de esconder nossas fraquezas devido à própria sociedade em que vivemos, que nos cobra uma auto-imagem positiva. Da mesma forma, temos a tendência de esconder nossos erros.

Fazemos de tudo: escondemos, nos justificamos, nos desculpamos, exceto encará-los de frente.

Na realidade, devemos ter em mente que os erros fazem parte de um sistema natural de retorno no aprendizado de uma tarefa ou alcance de uma meta.

Os erros são essenciais em nosso progresso. No momento em que decidimos atingir uma meta que é considerada importante, começamos a cometer erros.

O erro, portanto, é um instrumento de apoio para uma pessoa com iniciativa, que ajudará a atingir seu objetivo com perfeição.

Os erros não são prejudiciais em si, mas sim, nossa atitude em relação a eles. Ao estarmos dispostos a cometer erros, encará-los de frente, considerá-los como instruções e continuar com eles até atingir nossa meta, então encontramos a atitude correta.

Use seus erros para aprender, crescer e melhorar.

Outro fator que devemos considerar para nos ajudar a atingir um equilíbrio mental e emocional é saber lidar com as emoções negativas.

Vimos que as emoções estão ligadas ao pensamento na formação de uma atitude mental.

Na verdade, as emoções não surgem do nada. Elas seguem pensamentos. O pensamento cria emoção.

Com relação às emoções negativas, primeiramente – ao se sentir negativo – reconheça este fato. Negar esses tipos de emoções causa: males físicos, reações mal dirigidas, agressão reprimida e explosões emocionais inexplicáveis.

Tae Yun Kim nos mostra como lidar com emoções negativas:

“Após reconhecer a presença da sensação negativa, perceba se:

1) Você as aceitou, sem a intenção de esquecê-las, devido à indignação de uma determinada situação; se for o caso, elimine-a utilizando o item 3;

2) Você segura a emoção negativa até que alguma coisa externa venha eliminá-la ou modifica-la. Neste caso, elimine-a utilizando o item 3;

3) Pense na água. A natureza da água é fluir e é assim que devemos tratar as emoções negativas. Quando vierem, deixe-as ir. Deixe-as correrem para longe de você como as águas de um rio correndo em seu leito.

Não permita que as emoções negativas se mantenham em sua consciência por qualquer quantidade de tempo e muito menos que se tornem pensamentos. Deixe-as ir assim que surgirem.”

Perceba que, nesta situação, estamos diante do processo em que Chopra chama de “impulso de inteligência”.

Ao retermos as emoções negativas, estamos deixando desencadear no organismo uma série de reações que ocorrem através dos impulsos nervosos - reações que ocorrem instantaneamente - causando o desequilíbrio dos níveis de neurotransmissores no organismo. Isto acarreta um desequilíbrio mental e emocional gerado por essa retenção.

Desta forma, é recomendável agirmos conforme Tae explica. Ao deixarmos as emoções negativas fluírem e a afastar de nós, estamos impedindo também que ocorram tais reações no organismo.

Vimos até aqui diversos fatores a serem trabalhados para nosso bem estar. Conseguir compreender todo este processo e adaptar à nossa vida não é uma tarefa fácil. É uma grande mudança interna e requer muita introspecção e força de vontade.

Considerando este artigo e o anterior, nosso desafio é conseguir: lidar com nossos conceitos de moralidade, eliminando os bloqueios, medos e sentimentos de culpa que eles causaram no decorrer de nossa vida; identificar as verdadeiras vontades que vêm do nosso interior; identificar o que nos faz bem; manter conscientemente nossas forças; eliminar nossas fraquezas e substituí-las por uma qualidade que a negue; saber utilizar nossos erros para aprender, crescer e melhorar; e lidar com nossas emoções negativas, afastando-as no mesmo instante em que elas chegam. Ao alcançarmos este objetivo, o resultado é o despertar de uma pequena centelha de paz e bem estar nosso interior. É o começo da relação com nosso “eu verdadeiro”.

Esta relação tende a afastar de nós os medos, as dúvidas, a falta de confiança e demais sentimentos que nos desestabilizam mental e emocionalmente, substituindo-os por uma estabilidade e controle de nosso modo de pensar.

Trabalhe conscientemente para substituir seus padrões emocionais negativos por boas sensações. E deixe que cada uma se expanda e crie mais sentimentos positivos.

Na verdade, nós temos que considerar que existe em nós um estado vibracional. O Prof. Laércio Fonseca, em sua palestra “Em Busca do Eu Superior” comenta que nossa parte espiritual é relacionada à nossa vibração. De acordo com nossa freqüência vibratória, ou campo vibratório, atraímos vibrações semelhantes.

Todo este trabalho para alterarmos nosso modo de pensar e criarmos uma atitude mental positiva – sobre tudo que está relacionado à nossa vida – nos cercando de boas sensações, eleva o nosso estado de espírito.

Ao elevarmos positivamente nosso estado mental, emocional e espiritual, provavelmente estamos aumentando gradualmente a atividade de nossos chakras, e consequentemente toda a parte energética do nosso corpo. Afinal, os chakras estão relacionados com nosso corpo eletromagnético, e este pode influenciar no estado vibracional do organismo. E como vimos anteriormente, a atividade dos chakras está relacionada com a própria evolução do ser humano.

Além disso, vimos que Chopra trata Ananda como “uma vibração que a inteligência envia ao mundo restabelecendo o equilíbrio do corpo, através da ligação da mente, corpo e DNA”. Desta forma, quanto mais elevarmos positivamente nossa vibração, estaremos também mais próximos de sentirmos dentro de nós o que vem a ser esse estado elevado de espírito.

Tudo isso nos aproxima do nosso “eu verdadeiro”, e nos permite refletir melhor sobre nossa vida, ampliando nossa percepção e mantendo equilibradas nossas idéias e crenças a respeito da realidade.

Se buscarmos em nós a verdadeira natureza humana, mesmo em um mundo tão conturbado ao qual vivemos, podemos ter a real possibilidade de obtermos a paz interior, sentir felicidade e harmonia, e ter uma vida de “bem-aventurança”.

Mas precisamos saber criar este ambiente através da nossa vontade. E, ao que parece, temos uma força interior – seja um “mestre silencioso” ou um “campo de inteligência” – que nos ajuda a conseguir este objetivo.


Referências:

- A Semente de Mostarda – Vol.II – Osho Editora Ícone

- Os Sete Passos para o Pode Interior – Kim, Tae Yun Editora Best Seller

- Palestra: Confrontando o Medo – Gasparetto, Luiz Antonio Alencastro

- A Cura Quântica – Chopra, Deepak

- Palestra: Em busca do Eu Superior – Prof. Laércio Fonseca


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