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Realidade Existencial


O ser humano se desenvolve através do conhecimento, em vários aspectos que abrangem temas como religião, filosofia, misticismo e ciência.

A ciência possui um esforço admirável para descobrir e aumentar o conhecimento humano, explicando como o universo funciona. Todavia, ela se mostra cética em relação a convicções não-testáveis através de um método científico.

De fato, temos que considerar que o desenvolvimento científico ocorreu com sucesso até hoje, justamente por seguir este mecanismo explícito de aceitar a verdade de uma teoria após esta ser testada através de uma metodologia científica e seguir um caminho lógico.

Porém, devemos saber exatamente a diferença entre descobrir e existir.

Vamos tomar como exemplo duas descobertas da ciência que foram extremamente importantes para a história da biologia.

A primeira delas ocorreu em 1665, através da obra “Micrographia” escrita pelo cientista inglês Robert Hooke. Nela foi detalhada a descrição de cinqüenta e sete observações realizadas com o microscópio que o próprio autor fabricou.

Dentre estas observações, Robert Hooke descreveu as células da cortiça, a qual comparou com pequenos quartos onde os monges viviam. A palavra “célula” vem do latim “cellula” que significa “quarto pequeno”.

Desta maneira foi descoberta a célula, que representa a menor porção da matéria viva. São as unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos.

A segunda descoberta, não menos importante, foi feita em 1953 conjuntamente pelo norte-americano James Watson e pelo britânico Francis Crick. Eles publicaram na revista Nature o “modelo de dupla hélice” para a estrutura da molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), o que lhes valeu o Prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina de 1962, juntamente com Maurice Wilkins.

O DNA é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e alguns vírus.

Estas duas descobertas permitiram o desencadeamento de inúmeros estudos que desenvolveu determinados segmentos da biologia até seu nível atual de conhecimento.

As descobertas feitas em vários ramos da ciência são extremamente necessárias para termos chegado ao atual avanço da sociedade em que vivemos.

Todavia, existem fenômenos que são difíceis de ser explicado pela ciência por não haver meios de serem testados através de um método científico. Esta realidade impede a fluência de determinadas teorias que podem simplesmente estarem corretas, mas não podem ser aceitas por não poderem ser provadas cientificamente.

No caso dos exemplos acima, atualmente é aceito prontamente o conceito de que o organismo humano é formado por células, e estas possuem um material genético. Isto, antes das descobertas, poderia ser tratado com ceticismo.

Mas, na realidade, a célula existe desde quando foi manifestada a primeira forma de vida no planeta.

Devemos estar cientes de que o fato de algo ainda não ser descoberto não implica em sua existência ou não.

Parece redundante esse tipo de comentário, mas o fato é que perdemos muito tempo julgando, formando opiniões a respeito de coisas as quais devemos ou não acreditar, se é realidade ou não. Vida extraterrena, por exemplo: existe ou não? O que podemos ter certeza é que acreditar ou não acreditar não muda a realidade de existir ou não existir.

Nós, cientistas ou não, devemos estar com a mente aberta para novos conceitos, pois se formos demasiadamente rígidos em nossas expectativas sobre a realidade, podemos ser abalados ao nos deparar com algo que não aceitávamos como realidade, e ser provado o contrário.

...

Após esse breve comentário, vamos continuar o desenvolvimento dos artigos, nos voltando para aspectos de nossa realidade existencial.

...

A busca pelo conhecimento de si criou muitas bases filosóficas no mundo, procurando compreender a verdade e alcançar uma abordagem holística, que possa conduzir o ser humano a alcançar uma real e estável felicidade, e o fim do sofrimento. Uma delas, que traz também uma tradição religiosa de mais de 25 séculos em seus ensinamentos, é o budismo.

O budismo nos mostra uma compreensão a respeito de nossa existência de forma tão lógica, a ponto de Albert Einstein comentar que “se existe alguma religião que estaria à altura das necessidades científicas modernas, esta seria o budismo”.

Vamos utilizar aqui alguns conceitos do budismo e relacioná-los ao que foi discutido nos artigos anteriores.

A análise da experiência de si, ou do eu, no budismo começa pela compreensão das três marcas da existência: Anicca (pali) ou Anitya (sânscrito); Dukka; e Anatta (pali) ou Anatman (sânscrito).

A palavra Anicca surge da síntese de “nicca” e “a”, onde a palavra “nicca” refere-se ao conceito de continuidade e permanência.

Annica, portanto, refere-se justamente ao oposto da palavra “nicca”, ou seja, impermanência, ou ausência de permanência e continuidade.

Este conceito expressa que toda a existência está em constante estado de fluxo, apresentando uma inconstância.

A vida humana incorpora esse fluxo no processo de envelhecimento, o ciclo de nascimento e morte, e em qualquer experiência de perda.

Desta forma, tudo na vida tende a aparecer e desaparecer. Devido a esses fenômenos condicionados não serem permanentes, o apego a eles torna-se a causa de sofrimento futuro.

Esse condicionamento se refere ao apego às experiências que temos em nossa existência que ocorrem de forma alternada, como boa ou má, feliz ou triste, esperançosa ou decepcionante. Assim, dentro de uma experiência alegre, feliz, temos fontes de possíveis tristezas e dores. A experiência cíclica de satisfação e insatisfação é inevitável, e ela se refere ao termo “dukka”.

“Dukka” corresponde a uma das três marcas da existência, e também a primeira nobre verdade dentro do conceito budista.

A palavra “dukka” possui a raiz “duk”, cujo significado é “eixo”. Adicionando a terminação “ka”, “dukka” significa “eixo descentralizado”. A palavra, portanto, expressa o desequilíbrio dentro desta experiência cíclica mencionada, que ocorre naturalmente quando surgem os desejos e anseios em decorrência do contato dos sentidos com o mundo ao redor.

Essas duas marcas da existência levam muitas pessoas que as analisam a concluir que a vida está relacionada ao sofrimento.

Na verdade, o ser humano demonstra demasiado interesse pelos prazeres que o mundo tem a dar, e, à medida que surgem seus desejos e anseios, a maior preocupação é saciá-los.

Essa “sede” insaciável corresponde a segunda nobre verdade, denominada “trishna”. Ela corresponde à origem do sofrimento, que gera todo o desequilíbrio do eixo (dukka), e mantém o homem dentro do ciclo de satisfação e insatisfação.

Dentro desse ciclo relacionado ao apego dos sentidos, temos os termos “samsara” e “nirvana”.

Samsara, que se traduz por “movimento contínuo” ou “fluxo contínuo”, refere-se ao conceito de nascimento, velhice, decrepitude e morte, no qual todos os seres no universo participam, e está associado ao sofrimento.

Nirvana é o estado de libertação do sofrimento e, de acordo com a concepção budista, seria uma superação do apego dos sentidos, do material e da ignorância, tanto como a superação da existência, a pureza e a transgressão do físico.

Os conceitos budistas abordados até agora denotam uma relação com o mundo a qual provoca uma reação que mostra nossa natureza existencial estando irremediavelmente inerente ao sofrimento.

O desequilíbrio causado pelo sofrimento ou infelicidades de um modo geral, afeta nossa parte mental, podendo trazer conseqüências prejudiciais ao corpo físico.

De fato, atualmente 450 milhões de pessoas, a maioria nos países em desenvolvimento, são afetadas diretamente por transtornos mentais, sendo que a depressão está sendo considerada a doença mais comum no mundo até 2030.

Cerca de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão, sendo que a doença afeta jovens e adultos na mesma proporção. A depressão, por sua vez, nada mais é do que disfunção de neurotransmissores.

Vimos que o desequilíbrio de nossos pensamentos e emoções gera também um desequilíbrio nos níveis de neurotransmissores. No final deste artigo (anexo) temos uma tabela que mostra o efeito que tanto o déficit como o excesso de neurotransmissores causa no organismo, bem como seus efeitos fisiológicos.

É incrível o ponto de vista de que “tudo vem da mente”. Vamos relembrar o que foi dito no artigo 1 a respeito do debate mente-corpo adotado pelos rishis.

Nossa mente projeta o mundo da mesma forma que faz um projetor de filme. A realidade que aceitamos, utilizando nossa percepção através dos sentidos, só é conhecida por meio de impulsos que disparam do cérebro.

Desta forma, nosso tato, paladar, olfato, visão e audição são extensões do cérebro. Tudo o que percebemos no mundo externo, através de nossos sentidos, se tornam realidade graças a células especializadas que enviam impulsos diretamente ao cérebro para serem interpretados.

Paralelamente a isso, temos o conceito de “maya”. Vimos que ele é “a ilusão de fronteiras, a criação de uma mente que perdeu a perspectiva cósmica. Ela surge quando se vê um milhão de coisas ‘lá fora’ e se deixa de perceber uma coisa, o campo invisível, que é a origem do universo”.

Esses conceitos, juntamente com o conceito de “dukka” do budismo, nos levam a ver o mundo em que vivemos de uma forma ilusória, e também hostil devido a estarmos invariavelmente sujeitos ao sofrimento.

Por outro lado, discutimos a existência de um campo de inteligência que atua no organismo, através do corpo mecânico quântico e da vibração “ananda”, e é responsável por coordenar as reações que ocorrem em nosso organismo.

Vimos também que temos um corpo eletromagnético, formado por magnetitas ferroso-férricas, por onde flui a parte energética do corpo e ocorre também a existência dos chakras.

Relacionamos os chakras com a atual evolução humana. Comentamos que existem três chakras realmente ativos no ser humano, o qual foi denominado “homem abdominal”, que corresponde ao mesmo ser humano “apegado aos sentidos”, e preso ao ciclo de satisfação e insatisfação (“dukka”).

Discutimos também no artigo 4 que nossa parte espiritual está relacionada à nossa vibração e que, ao elevarmos nossa condição vibratória através de uma conduta mental que promova uma atitude mental positiva, nos aproximamos da vibração “ananda”. Isto nos aproxima do próprio campo de inteligência. Este, por sua vez, corresponde também ao campo invisível mencionado acima no conceito de “maya”.

Perceba que toda essa discussão nos leva para dois lados de nossa existência: nossa relação com o mundo exterior e com o nosso interior.

Por um lado, se deixamos pensamentos e emoções oscilarem à mercê de “trishna”, estamos vivendo o mundo de “maya” perdendo a perspectiva do “campo invisível”.

Por outro lado, elevamos nossos pensamentos e emoções de forma positiva, elevando nossa condição vibratória e conseqüentemente nossa parte espiritual. Isso pode gerar um aumento na atividade dos chakras, além de uma harmonia com a vibração ananda e uma aproximação do “campo de inteligência” ou “campo invisível”. Essa aproximação permite o equilíbrio do funcionamento do organismo, bem como o nosso equilíbrio mental e emocional.

Se analisarmos bem, a vida parece que surge através de uma via que envolve primeiramente uma Consciência.

Esther Del Rio não tem nenhum inconveniente em reconhecer a existência de um ser humano integrado por três corpos – corpo magnético, corpo bioquímico e corpo mental – conectados a uma Consciência Superior. Esta Consciência pode ser considerada também relacionada ao “campo de inteligência”.

Desta forma, temos uma Consciência que atua no organismo, simplesmente coordenando todos os processos bioquímicos que ocorrem nele.

Esse controle ocorre de forma natural, mas pode sofrer desequilíbrios em função da qualidade de nossos pensamentos e emoções.

Vamos comentar agora sobre a terceira marca da existência, dentro do conceito budista: Anatta ou Anatman.

A palavra anatman designa a ausência de uma identidade imutável e independente, ou não-eu.

Para o budismo, a realidade é vazia e a única coisa existente na natureza humana são os “skandhas”. Esse termo corresponde aos cinco agregados: forma e corpo; sentimentos e sensações; percepção e memória; estados mentais; e consciência.

O “eu” surge apenas de forma relativa e dependente destes agregados. Estes estão dentro do conceito de “anicca”, ou seja, são impermanentes. Sendo assim, a mente rotula a combinação impermanente dos cinco agregados como sendo o “eu”, fazendo surgir a ilusão de uma identidade duradoura e independente. A realidade se torna uma experiência em movimento, resultante da articulação dos skandhas, e não uma entidade independente.

No budismo, o termo anatman nega o conceito de “atman”.

Atman é um termo filosófico do hinduísmo, especificamente do Vedanta, e é usado para identificar a alma individual, ou “verdadeiro eu”. Corresponde ao mais elevado princípio humano, a essência divina, sem forma e indivisível. É traduzido como “Eu” em maiúsculo, para dar um caráter divino à alma individual, pois segundo o Advaita Vedanta o atman é idêntico ao Absoluto, ou Brahman, e está além da identificação com a realidade fenomenal da existência humana.

Nossa intenção não é discutir a divergência entre a filosofia budista e vedanta no aspecto anatman / atman.

Chegamos até aqui mostrando vários pontos de vista que consideram que existe no ser humano uma realidade subjetiva. Para ela foram dados diferentes nomes, citados abaixo:

- Deepak Chopra: Campo de Inteligência;

- Esther Del Rio: Consciência Superior;

- Tae Yun Kim: Mestre Silencioso;

- José Laércio do Egito: Inteligência Vital;

- Albert Einstein: Campo Unificado;

- Vedanta: Campo Invisível.

O que chama mais atenção como evidência desta realidade é a dificuldade de explicar como ocorre a coordenação de todas as atividades de nosso organismo, que é um fluxo constante de uma gama de reações que ocorrem de forma ordenada.

Infelizmente a ciência não possui instrumentos capazes de medir esta realidade subjetiva, o que impossibilita a formação de uma teoria através de um método científico.

Todavia, podemos enxergar um encaminhamento lógico para compreendermos este ponto de vista, e toda a discussão se torna válida devido a termos uma curiosidade natural a respeito de nossa realidade existencial.

Para finalizarmos este artigo e continuarmos a desenvolver os próximos, vamos expor uma observação que Charles Webster Leadbeater faz em seu livro “Os Chakras”:

“Nas conversações comuns e superficiais, o homem costuma falar de sua alma como se fosse o corpo, por intermédio do qual ele fala, fosse o seu verdadeiro ser, e que a alma, uma propriedade ou feudo do corpo, algo semelhante a um globo cativo a flutuar sobre o corpo, a ele ligado de certo modo. Esta afirmação é vaga, inexata e errônea, pois a inversa é que é verdadeira. O homem é uma alma que possui um corpo, ou em realidade vários corpos, porque além do corpo visível, por cujo meio desenvolve seus negócios neste baixo mundo, tem outros corpos invisíveis à visão ordinária, com os quais se relaciona com o mundo emocional e mental. Contudo, por ora não trataremos desses outros corpos”.

A título de curiosidade, os corpos aos quais Leadbeater se refere são divididos nos planos: divino; monádico; nirvânico; búdico; mental; astral; e físico.

A afirmativa de Leadbeater é algo passível de muita reflexão.

Considerando tudo o que discutimos até agora, e também que o ser humano possui um corpo biológico e um corpo energético que flui em nosso corpo físico através de nosso corpo magnético descrito por Esther Del Rio – podemos chegar a essa questão referente à nossa realidade existencial: o ser humano é um ser biológico que abriga um ser energético; ou é um ser energético manifestado em um corpo biológico, no qual a integração dos dois corpos – coordenada por uma inteligência diretora – permite estarmos vivos em nossa realidade física?

Para compreendermos essa questão, nos próximos artigos vamos procurar discutir como podemos conhecer e encontrar essa nossa desconhecida realidade subjetiva: o campo de inteligência.

Para isso, vamos considerar as visões de diversos autores para podermos chegar a um consenso a respeito de sua existência.


Referências:

Os Chakras – Leadbeater, C.W. (Editora Pensamento)

Pelas Veias Corre Luz – Muro, Antonio F.
(http://www.anjodeluz.net/pelas_veias_corre_luz.htm)

A Cura Quântica – Chopra, Deepak (Editora Best Seller)

Os Cinco Agregados – Mestre DK
http://www.sintoniasaintgermain.com.br/mente_budica1.html

Atman
http://pt.wikipedia.org/wiki/Atman

Anatman
http://es.wikipedia.org/wiki/An%C4%81tman (501)

Palestra: aspectos da tradução do sânscrito e páli para as línguas ocidentais e os mal entendidos decorrentes na compreensão do pensamento budista
http://ecos-da-traducao.blogspot.com.br/2012/05/palestra-aspectos-da-traducao-do.html

Anatta
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anatta

Nirvana
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nirvana

Sunnia, o vazio sagrado do budismo
http://www.sociedadeteosofica.org.br/bhagavad/site/livro/cap52.htm

Samsara (budismo)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Samsara_(budismo)

Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz OMS
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090902_depressao_oms_cq.shtml

Depressão afeta jovens e adultos na mesma proporção
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,depressao-afeta-jovens-e-adultos-na-mesma-proporcao,943076,0.htm:


ANEXO

Neurotransmissores: ação fisiológica e efeitos do excesso/déficit no organismo

Neurotransmissor
Dopamina (catecolamina)
Ação Fisiológica

- Pensar
- Tomada de decisão
- Responde por comportamentos de procurar recompensas; ou seja, o neurotransmissor do “entusiasmo”
- Movimento muscular fino
- Integra pensamento e emoção
- Estimula o hipotálamo a liberar hormônios afetando a tireóide, adrenal, e hormônios sexuais.

Efeito do Excesso

Suave:
- Ajuda na criatividade
- Auxilia na resolução de problemas
- Capacidade para generalizar situações
- Boa habilidade espacial
Severo:
- Desorganização do pensamento
- Perda de associações
- Compulsões incapacitantes
- Tics
- Comportamento estereotipado

Efeito do Déficit

Suave:
- Pobre controle de impulso
- Pobre habilidade espacial
- Incapacidade de pensamento abstrato
Severo:
- Doença de Parkinson
- Alterações endócrinas
- Desordens de movimento

Neurotransmissor
Norepinefrina (catecolamina)
Ação Fisiológica

- Alerta
- Habilidade para focar a atenção
- Habilidade para estar orientado
- Circuito nervoso primário para “luta ou fuga”
- Estimula o senso
- Habilidade para aprender
- Aumenta a memória
- Consciência

- Estimula o sistema nervoso simpático
Efeito do Excesso

- Ansiedade
- Hipervigilância
- Paranóia
- Perda de apetite

Efeito do Déficit

- Lentificação
- Perda de energia
- Depressão

Neurotransmissor
Epinefrina (catecolamina)

Ação Fisiológica

- Liberado pelo cerebelo e estimula diretamente o hipotálamo para liberar hormônios
- Inibe a ação do lócus cerúleos
- Ações nos receptores α-1, α-2, β-1, e nos receptores β-2 predominante no cérebro com β-1 predominando no córtex e β-2 no cerebelo para fornecer rápida resposta às ameaças recebidas.

Efeito do Excesso

-Superestimulação de todas as funções físicas e mentais
- Parada cardíaca
- Comportamento de mania
- Paranóia

Efeito do Déficit

- Lerdeza
- Baixa energia
- Depressão
- Fraqueza muscular

Neurotransmissor
Serotonina (indolamina)
Ação Fisiológica

- Inibe a atividade e comportamento
- Aumenta o tempo de sono
- Reduz a agressividade, jogo, atividade sexual, e apetite
- Regulação da temperatura
- Ciclo do sono
- Percepção da dor
- Regula estados de humor
- Precursor da melatonina, que exerce um papel no ritmo circadiano, algumas depressões, ciclos claro-escuro, jet lag, ciclo reprodutivo feminino, mudanças sazonais de pigmentação da pele

Efeito do Excesso

- Sedação
- Se aumentados extremamente os metabólitos podem causar alucinações.

Efeito do Déficit

- Irritabilidade
- Hostilidade
- Depressão
- Distúrbios de sono

Neurotransmissor
Acetilcolina
Ação Fisiológica

- Promove a preparação para a ação
- Conserva energia
- Atenção
- Memória
- Defesa e/ou agressão
- Sede
- Comportamento sexual
- Regulação do humor
- Habilidade para “jogar”
- Movimento rápido do olho no sono
- Estimula o sist. nervoso colinérgico
- Controla o tônus muscular em contraposição ao balanço da dopamina no gânglio basal

Efeito do Excesso

- Mal estar na sensação de estar sendo observado: medo do julgamento alheio presente na fobia social
- Excesso de inibição no comportamento
- Depressão ansiosa
- Depressão

Efeito do Déficit

- Falta de inibição no comportamento
- Memória recente pobre
- Doença de Alzheimer
- Euforia
- Doença de Parkinson
- Anti-social
- Comportamento Maníaco>
- Bloqueio do discurso

Neurotransmissor
Glutamato
Ação Fisiológica

- Glutamato é encontrado naturalmente em alimentos contendo proteína tais como o queijo, o leite, os cogumelos, a carne, os peixes, e os muitos vegetais
- O Glutamato também é produzido pelo corpo humano e é vital para a função do metabolismo e do cérebro
- Um dos mais importantes componentes da proteína
- Ativador generalizado da transmissão interneural

Efeito do Excesso

- Elevados níveis de glutamato extracelular são responsáveis por danos e degeneração neuronal em desordens cerebrais
- Reações da raiva, incluindo o ataque
- Delírios
- Alucinações
- Dores de cabeça, enxaqueca
- Hiper-irritablidade

Efeito do Déficit

- Síntese diminuída de proteína
- Falta de “total agudeza” em funções mentais
- A inabilidade para sintetizar GABA
- Incapacidade para controlar-se

Neurotransmissor
GABA (Ácido Gama-Aminobutírico)
Ação Fisiológica

- Altera as implicações emocionais de uma experiência dolorosa
- Envolvido no centro de recompensa do cérebro
- Envolvido em comportamentos de reforço
- Envolvido no crescimento
- Envolvido na consolidação da memória

Efeito do Excesso

- Insensibilidade a dor
- Desordem do movimento similar à catatonia
- Alucinações auditivas
- Memória danificada

Efeito do Déficit

- Hipersensibilidade a dor e ao estresse
- Inabilidade para experimentar o prazer.

Fonte:http://chisopina.typepad.com/chis_opina/2010/09/neurotransmissores-suas-a%C3%A7%C3%B5es-e-disfun%C3%A7%C3%B5es.html:
Neurotransmissores: suas ações e disfunções


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